BRB vende R$ 5 bilhões em ativos para recompor liquidez

BRB vende R$ 5 bilhões em ativos para recompor liquidez

O Banco Regional de Brasília (BRB) vendeu 5 bilhões de reais em ativos para recompor liquidez após a companhia passar por desconfiança de devido ao fato de o banco ter sido vítima de um suposto crime no caso do Banco Master. A informação foi incialmente publicada pelo Estadão e confirmada por VEJA neste sábado, 7.

Procurado pela reportagem, o BRB confirmou a venda de 5 bilhões de reais em ativos próprios. O banco, no entanto, não deu detalhes sobre o assunto. Uma fonte, na condição de anonimato, comentou que dentro desses 5 bilhões de reais haviam ativos de carteira de crédito consignado, créditos de atacado e financiamento imobiliário. “Todos são saudáveis e gerados pelo BRB”, argumenta a fonte.

Segundo a fonte, a venda foi realizada para conter os problemas liquidez gerados no banco após a liquidação do Master. “Além disso, as falsas notícias de que o Ministro Fazenda, Fernando Haddad, havia feito um ultimato para Distrito Federal fazer um aporte no BRB para evitar a quebra do banco também impactou a companhia”, explica.

A fonte comenta ainda que o BRB está negociando com quatro players do mercado a venda da carteira de ativos comprada pela companhia do Banco Master. Questionada sobre quais seriam os players, a fonte não quis comentar.

BRB entrega plano para reforçar capital

Ontem, o Banco Regional de Brasília (BRB) entregou, ao Banco Central, um plano para reforçar o capital e melhorar a liquidez da companhia após o rombo sofrido pela empresa no episódio do Banco Master . Segundo a companhia, o documento apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro.

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Em comunicado divulgado no fim de janeiro, o banco listou três caminhos possíveis para recompor o capital. Entre eles, a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local, a contratação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e um aporte direto dos controladores.

A recomposição de capital no BRB seria necessária para suprir o rombo gerado no banco pela compra de carteiras de crédito que pertenciam ao Banco Master.

Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras haviam sido adquiridas anteriormente pelo Master por menos da metade do valor e, em um detalhe ainda mais sensível, o banco vendedor teria recebido à vista do BRB sem sequer ter quitado a compra original dos créditos.

As transações configuraram o ato como suspeita de fraude financeira. Os valores do rombo no BRB devem ser divulgados ao fim da investigação.

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