10 erros comuns ao usar o ChatGPT (e como fugir deles)

10 erros comuns ao usar o ChatGPT (e como fugir deles)

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Muita gente escolhe lidar com ChatGPT do mesmo modo que encara regras de jogos de tabuleiro: aprendendo na prática.

Tudo certo quanto a isso, também sou desses. Porém, existe o risco de deixar de fora uma série de recursos bacanas ou de cair em ciladas típicas das ferramentas de inteligência artificial – nunca me esqueço de quando, numa viagem, ela me mandou pegar um trem que não existia.

Reuni aqui dez dicas que podem melhorar seu uso do modelo da OpenAI, mas que na prática valem para chatbots em geral.

1. Fazer prompts curtos, vagos ou genéricos demais

“Tudo que você disser pode e será usado contra você no tribunal”, diz uma frase típica de série policial. Com IA, é o contrário: tudo que você NÃO disser pode complicar.

Ou seja, na hora de pedir uma coisa seja muuuuuuuuuuuuuito detalhista. Sempre repito aqui: lidar com IA é a arte de saber mandar.

Prompt antídoto:

“Crie um texto sobre [tema]. Ele será usado em [onde será publicado ou utilizado]. O público-alvo é [tipo de leitor]. O objetivo é [informar, convencer, explicar, resumir, orientar etc.]. O estilo deve ser [simples, jornalístico, formal, descontraído, direto]. Estruture em [parágrafos, tópicos, tabela, roteiro, passo a passo]. Inclua exemplos práticos.”

2. Não informar a IA seu nível de conhecimento prévio

Por mais que nas interações o chatbot aprenda algumas coisas sobre você, parta do princípio que ele não vai saber nada a seu respeito. Na prática isso quer dizer: ao escrever um pedido, deixe claro seu nível de conhecimento sobre o tópico. Se você já domina o básico e não avisa, o modelo provavelmente vai entregar algo que vai soar óbvio.

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Prompt antídoto:

“Já conheço o básico sobre [tema]. Quero uma explicação mais aprofundada, com nuances, desafios e aplicações reais.”

3. Ignorar a atribuição de papéis (personas)

Pense no ChatGPT como um coringa capaz de ocupar qualquer papel. Fale pra ele agir como um professor, um biólogo sênior, um comediante ácido ou a faceta que combina com sua tarefa. A resposta fica menos genérica e com mais repertório técnico.

Prompt antídoto:

“Aja como um [profissão ou papel] explicando [tema] para [tipo de público], com foco em clareza e exemplos práticos.”

4. Acreditar nos elogios dele

O modelo foi treinado para ser educado, colaborativo e encorajador, o que na prática pode resvalar em uma bajulação exagerada. Em vez de confrontar o usuário, ele tende a exaltar tudo que consegue pinçar ali nas conversas. É fácil achar que ele viu em nós o valor que o mundo deixou passar batido — mas é conversa para boi dormir em 99,99% das vezes. Então, ao pedir que ele dê feedback sobre algo, é importante especificar que não é pra ele ser puxa-saco.

Prompt antídoto:

“Avalie este conteúdo de forma objetiva e direta, sem bajular ou elogiar automaticamente. Primeiro, liste os principais problemas, falhas e pontos fracos. Depois, sugira melhorias concretas para cada um. Só ao final, se houver, aponte pontos fortes reais. Conteúdo: [cole aqui]”

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Obs.: Porém, dá para amenizar a bajulação se você mexer nas configurações, o que nos leva ao próximo tópico:

5. Não personalizar o ChatGPT nas configurações

Você pode informar como quer que ele responda: “profissional”, “diferentão”, “nerd” (o meu), “cínico” e daí por diante. Também pode definir algumas características como mais ou menos acolhedor, entusiasmado ou mesmo que quer respostas sem emojis. Tem também um campo chamado “instruções personalizadas” em que você pode direcionar com mais precisão o que ele deve ou não fazer.

Antídoto:

  • No computador (navegador)
  • Clique na sua foto de perfil no canto inferior esquerdo
  • Clique em Configurações
  • Entre em Personalização

 

  • No celular (app do ChatGPT)
  • Toque na sua foto de perfil
  • Vá em Configurações
  • Toque em Personalização
  • Ajuste Estilo e tom base
  • Ajuste Características (não aparece para todos os usuários)

6. Não fornecer dados, contexto ou exemplos

Quanto menos insumo, menor a precisão. Isso inclui números, trechos de textos, contexto do projeto e também exemplos do que você considera um bom resultado. Mostrar um modelo de referência ajuda a IA a entender estilo, profundidade e estrutura desejados.

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Prompt antídoto:

“Vou te dar informações de base antes da tarefa.

Dados/contexto: [cole números, trechos de texto ou explique o projeto].

Exemplo de resultado que considero bom: [cole um modelo ou descreva].

Agora, produza [o que você quer], seguindo esse padrão.”

7. Aceitar a primeira resposta sem questionar

Os chatbots podem entregar literalmente qualquer absurdo numa resposta, então embora eles tenham grande utilidade, nunca leve fé logo de cara. O melhor resultado quase nunca surge na primeira tentativa. Refinar, pedir ajustes, aprofundar pontos específicos e até solicitar que a IA critique o próprio texto eleva muito a qualidade final.

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Prompt antídoto:

“Revise essa resposta. Primeiro, pesquise na internet para verificar os dados e conceitos. Depois, corrija imprecisões, aprofunde os pontos importantes e gere uma versão melhorada.”

8. Fazer perguntas simples demais e não explorar raciocínio

Muita gente usa a IA só para gerar texto básico, esquecendo que ela é eficiente em comparar cenários, apontar riscos, estruturar planos, analisar argumentos e organizar processos.

Prompt antídoto:

“Explique [tema], mas vá além da definição básica. Compare cenários possíveis, aponte riscos e vantagens, e organize o raciocínio de forma lógica e prática.”

9. Tratar o ChatGPT como um banco de dados factual infalível

Embora tenha amplo conhecimento, o modelo é probabilístico, não uma enciclopédia perfeita. Aliás, pela própria natureza da IA generativa ela alucina (comete erros), então JAMAIS confie cegamente em datas, números e referências sem checagem.

Prompt antídoto:

“Verifique cada dado, data e referência que você citou, aponte o que pode estar errado e corrija com fontes confiáveis.”

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Dica: Quando é algo muito importante, eu faço checagem dupla recorrendo a outro modelo. Se fiz no ChatGPT, por exemplo, copio o texto, colo no Gemini e peço para ele conferir.

10. Inserir informações sensíveis ou privadas

No impulso de resolver problemas profissionais, muitos usuários colam dados confidenciais de empresas, clientes ou projetos. Além de arriscado do ponto de vista de segurança digital, isso pode violar políticas internas.

 

Antídoto:

Reforce sua atenção para PDFs e documentos que você subir na plataforma, oriente familiares, colegas de trabalho e funcionários para fazer o mesmo.

 

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