Nova etapa da Operação Contenção mira traficante Rato e 40 membros do CV no Rio

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Policiais da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) deflagaram nesta quarta-feira, 4, uma nova etapa da Operação Contenção, contra o avanço do Comando Vermelho (CV), na Baixada Fluminense. A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ao todo, 120 agentes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC) e da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estão na rua para cumprir 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão. Até o momento, 13 pessoas foram presas.
“As investigações revelaram a atuação criminosa dos bandidos do Comando Vermelho na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias. O tráfico de drogas na região é chefiado por Rodolfo Manhães Viana, o “Rato”, uma liderança criminosa alvo de uma tentativa frustrada de resgate, que resultou no ataque à sede da 60ª DP (Campos Elíseos), em fevereiro de 2025. O narcoterrorista está atualmente custodiado em presídio federal”, afirmou a Polícia Civil em nota.
Segundo a corporação, os criminosos também realizaram delitos, que não foram especificados, para proteger comparsas no ataque à 60ª DP (Campos Elíseos) no ano passado, em uma tentativa de resgate de Rato. Eles “exerciam funções estratégicas para sustentar a facção, atuando na logística criminosa e no financiamento de ações armadas”, acrescentou o comunicado.
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A investigação também apontou para a existência de uma espécie de “caixinha” do tráfico para bancar os custos de defesa dos membros do CV que foram presos e a compra de novas armas e de drogas, de forma a possibilitar a manutenção da estrutura da facção. O fundo era abastecido, de acordo com a PF, por “lideranças locais”. A operação tem como objetivo principal conter o avanço territorial do Comando Vermelho no Rio, mirando no desmantelamento da organização financeira, logística e operacional do grupo criminoso.
Desde o início da Operação Contenção, mais de 300 suspeitos foram presos e outros 136, mortos. Ao menos 189 fuzis e mais de 50 mil munições foram apreendidos, além de pedidos de bloqueio de R$ 12 bilhões em bens e valores. No ano passado, uma megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão, parte da iniciativa, deixou 119 mortos. Na época, os agentes prenderam 133 pessoas, entre elas 33 que tinham origem em outros estados — todos acusados de envolvimento com o Comando Vermelho. Outros dez menores de idade também foram detidos. Na época, foram apreendidas ainda 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas, 1 revólver e 14 artefatos explosivos.
