Com direita ‘órfã’, jantar com Ratinho Jr vira ‘sessão de terapia coletiva’

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A movimentação recente em torno do PSD surpreendeu integrantes do governo e foi interpretada pela oposição como um sinal relevante para a disputa presidencial. O cacique Gilberto Kassab formalizou nesta semana a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a seu partido, mantendo sua condição de pré-candidato à Presidência. Com isso, a legenda possui agora três postulantes, sendo os outros dois os governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). No programa Os Três Poderes desta sexta-feira, 30, o colunista de VEJA Robson Bonin relatou conversa com um ministro do governo Lula que classificou o partido como uma espécie de “arca de Noé”, capaz de reunir políticos de correntes diversas sob um mesmo guarda-chuva (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo Bonin, a lógica do PSD, comandado por Gilberto Kassab, é a ausência de um programa ideológico definido. O partido se apresenta como uma ferramenta flexível, que permite a seus filiados apoiar Lula, Jair Bolsonaro ou qualquer outro projeto político, conforme a conveniência de cada liderança regional. Essa característica, afirmou o colunista, explica a atratividade da sigla no atual cenário.
Na oposição, especialmente entre bolsonaristas, o movimento foi lido como algo que pode ajudar no futuro, sobretudo em uma eventual composição de segundo turno. Para aliados que defendem o nome de Tarcísio de Freitas, o avanço do PSD foi visto como um “grande achado” diante do desconforto gerado pela possível candidatura de Flávio Bolsonaro.
Bonin descreveu um “desespero tremendo” na direita com esse cenário. De acordo com o colunista, petistas têm argumentado que uma candidatura de Flávio Bolsonaro colocaria o campo conservador em uma situação de risco, ao apostar na lógica de que os votos herdados de Jair Bolsonaro já estariam garantidos, dispensando debate eleitoral ou exposição pública.
Nesse contexto, o nome mais forte do PSD para a disputa seria o de Ratinho Júnior. Bonin citou bastidores de um jantar realizado em São Paulo, na última quarta-feira, 28, com representantes do PIB, descrito como uma “sessão de terapia coletiva”. Empresários de diferentes setores teriam demonstrado ansiedade e disposição para oferecer apoio financeiro, estrutura e dados para viabilizar a candidatura.
Ainda segundo o colunista, um executivo bilionário chegou a se oferecer para assumir um ministério em um eventual governo Ratinho Júnior, como forma de convencê-lo a entrar na corrida presidencial. A avaliação, relatou Bonin, é de que a direita estaria “órfã” de um nome competitivo.
A comparação com Flávio Bolsonaro reforça esse argumento. Ratinho Júnior, afirmou o colunista, disputaria a eleição como governador reeleito, com dois mandatos e uma gestão avaliada positivamente, enquanto Flávio teria dificuldade de apresentar uma vitrine administrativa, já que sua trajetória política sempre esteve vinculada à figura do pai.
Bonin ainda relatou a ironia recorrente entre petistas, que apontam uma loja de chocolates na Barra da Tijuca como a única experiência administrativa de Flávio Bolsonaro.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
